segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mel faz bem à saúde, mas consumo deve ser moderado!





Alimento açucarado obtido na natureza, ele é energético, anti-séptico, digestivo, sedativo, enfim, um 'santo remédio'



Os benefícios do mel são conhecidos desde os tempos mais remotos. Usado tanto na alimentação (é o melhor e mais antigo adoçante adotado pelo homem) como na cura de doenças, chegou a ser utilizado pelos egípcios como bactericida (e para embalsamar suas múmias) e considerado pelos gregos como um produto sagrado e milagroso. Exagero? Nem um pouco. Natural e completo, tem entre seus principais nutrientes frutose, sacarose, glicose (carboidratos); potássio, selênio, cobre, fósforo, ferro, vitaminas do complexo B, vitamina C e alguns tipos de aminoácidos (proteínas). Com isso suas funções terapêuticas também são inúmeras e variam de acordo com o vegetal de onde a abelha extrai o néctar. "O mel de laranjeira, por exemplo, tem um gosto mais suave e propriedades sedativas. Já o de eucalipto, com sabor forte e cor mais escura, é indicado para as doenças do aparelho respiratório como gripes, tosses e bronquites. O silvestre é leve e tem o poder de acalmar, desintoxicar e fortificar. Existe até o mel de assa-peixe (planta brasileira), de perfume agradável e muito saboroso, que é utilizado em casos de queimaduras, picadas de inseto e doenças dermatológicas", enumera a nutricionista Gisele Pontaroli Raymundo, professora do Centro Universitário Positivo (UnicenP), de Curitiba.
Escolha natural
Uma colher (chá) de açúcar (aproximadamente 8 g) fornece cerca de 40 calorias, enquanto a mesma medida de mel contém 25 calorias. Com poder adoçante duas vezes superior ao do açúcar, a substância produzida pelas abelhinhas também é uma ótima opção para acompanhar cereais e até bebidas, de sucos a cafés, além de dar um toque a mais em pratos salgados. E qual seria a quantidade ideal para se obter os benefícios para a saúde? "Alguns autores sugerem o consumo de uma colher (sopa) ao dia, mas não há estudos científicos conclusivos a respeito desse volume. É certo, no entanto, que seu consumo freqüente está associado à longevidade", diz a especialista. A medicina chinesa, inclusive, prega que as pessoas que desejam ter uma vida longa e saudável devem apostar no uso desta doçura todos os dias.
Mas atenção: nem todo mundo está liberado para se lambuzar. "Os diabéticos devem evitá-lo, pois o mel possui carboidratos simples, como a frutose e a sacarose, que elevam muito rapidamente a glicemia", avisa Gisele Raymundo. Crianças antes dos três anos de idade também sofrem restrições. "O produto pode conter esporos de uma bactéria chamada Clostridium botulinum, responsável pelo botulismo, que provoca intoxicações graves nos pequenos." Pronto, as contra-indicações acabam aí. Que tal agora aproveitar o lado doce do alimento?

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Leite desnatado é bom para dieta; veja 6 mitos sobre alimentação





Mito: baixo teor de gordura no molho de salada é bom
Os cientistas descobriram que comer salada com um pouco de gordura ajuda o organismo a absorver os nutrientes dos vegetais de forma mais eficiente. "Certos alimentos se tornam mais saudáveis ​​quando consumidos juntos”, diz a nutricionista Vicki Edgson.

Segundo especialistas, muitos vegetais são solúveis em gordura, o que significa que seu corpo absorve os nutrientes melhor quando consome um molho de salada elaborado. “Adicionar azeite de oliva, abacate ou nozes vai deixar sua salada mais magra", afirma o personal trainer James Duigan.
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Mito: leite desnatado é mais saudável
Estudos mostram que as vitaminas do leite são solúveis em gordura, o que significa que seu corpo vai abosorvê-las de forma mais eficaz quando consumi-lo da forma integral. "É importante lembrar que o leite integral não contém alto teor de gordura. Ele contém apenas 4% em comparação ao creme de leite, que tem 50%", diz James Duigan.

As vitaminas A, D, E e K, que aparecem no leite, são responsáveis por manter os dentes e ossos saudáveis e aumentar a imunidade. Além disso, um estudo da Cardiff University descobriu que leite integral ajuda no funcionamento do metabolismo e diminui o risco de doenças cardíacas.

Mito: margarina é melhor que manteiga
Se você compra margarina porque acredita que é uma opção mais leve que a manteiga, reveja sua lista de mercado. "Margarina é altamente processada ​​e contém gorduras hidrogenadas que o corpo não pode quebrar por meio do trato digestivo e do fígado", diz Vicki.

Por outro lado, a manteiga pode fazer bem à saúde se consumida com moderação. "A manteiga contém um ácido graxo natural, chamado CLA. Estudos mostram que ele ajuda a reduzir o risco de doença cardíaca se você ingerir uma pequena quantidade a cada dia", declara James.

Mito: apenas os doces contêm açúcar
A maioria das mulheres sabe o teor calórico dos alimentos, mas esquece o teor de açúcar que eles carregam. E, segundo James, é aí que reside o problema. "Nosso consumo de açúcar aumentou drasticamente, já que ele é encontrado em muitos alimentos diários, incluindo iogurtes, molhos para massas e até mesmo pão. Para começar, a gordura realmente satisfaz sua fome, mas o açúcar, encontrado em doces, refrigerantes e biscoitos, nunca vai mantê-lo saciado. Por isso é mais fácil comer em excesso”, explica. Além disso, de acordo com um estudo da Universidade de Harvard nos EUA, consumir bebida açucarada diariamente aumenta o risco de doença cardíaca.

Mito: a dieta deve ser baixa em calorias
Ao contrário do que muita gente pensa, uma dieta com baixas calorias não é sinal de uma alimentação saudável. O personal trainer James explica que alguns alimentos, independente de suas calorias, não engordam. "Pense no salmão e no abacate. Ambos os alimentos são ricos em gordura (do bem, saudável para o coração) e calorias. Um abacate contém 275 kcal e um bife de salmão contém cerca de 170 kcal. Mas eles não engordam porque contêm ômega 3, que ajuda seu corpo a queimar gordura”, avalia.
Sendo assim, uma dieta hipocalórica é normalmente composta por alimentos nutricionalmente deficientes. "Este tipo de dieta vai deixar você lento, incapaz de se concentrar e ainda aumentar o desejo de ingerir açúcar. Com o tempo, isso pode criar um ciclo de compulsão”, explica James.

Mito: é melhor comer mais frutas do que vegetais
Segundo especialistas, a maioria das pessoas acredita que só podemos comer cinco porções de frutas por dia, mas isso também se aplica aos vegetais. "Muitas pessoas são sensíveis a frutas e açúcares de frutas, o que causa inchaço e dor abdominal. Eu recomendo que comam mais vegetais do que frutas, mas a maioria de nós faz o caminho inverso", aconselha Vicki.

Se optar por frutas, a dica é consumí-las com um pouco de gordura saudável, como nozes, para retardar a velocidade com que o açúcar chega a sua corrente sanguínea.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Grãos que fazem diferença pra sua saúde !!

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  Cereais certos para a sua dieta diária

Na base da nossa pirâmide alimentar está um tipo de alimento que, infelizmente, não tem sido encontrado com freqüência na dieta do brasileiro: os cereais. Há alguns anos, esses grãos faziam parte do nosso café da manhã. Quem não tinha costume de, influenciado pelos comerciais de TV, acordar e tomar uma tigela de leite com frutas e cereais? Hoje, aposto que você fica apenas na dobradinha pão com manteiga, ou pão com queijo, certo? Pois é, assim como a nossa vida ficou mais agitada, a nossa alimentação foi se modificando para dar conta de todas as atividades que temos diariamente. Infelizmente, essa não foi uma mudança para melhor.
Os principais cereais que existem são o trigo, arroz, centeio, aveia, milho, cevada. Há alguns com nomes complicados como o quinoa, millet, kamut e amaranto, ainda pouco encontrado nessas bandas. Mas porque eles são tão importantes? O motivo é simples, eles são carboidratos complexos, essenciais para o bom funcionamento do organismo, e que possuem absorção mais lenta, isto é, sustentam e dão saciedade por mais tempo ao nosso corpo.
Uma outra vantagem desses grãos é que eles reduzem a absorção de gorduras, ajudando a manter as taxas de colesterol equilibradas
Ao contrário, os pães, bolos, massas e outros alimentos fast-food que costumamos comer na nossa vida agitada, são carboidratos simples que rapidamente o organismo transforma em glicose. Em pouco tempo precisamos consumir novas taxas de glicose e acabamos numa bola de neve, comendo mais e mais. O problema é que não fazemos atividades físicas suficientes para eliminar todo esse excesso e o resultado dá para ver ao redor da cintura… Mas, além disso, a longo prazo, nossa saúde fica comprometida por excesso de açúcar e gordura no sangue.
Vantagens
Uma outra vantagem desses grãos é que eles reduzem a absorção de gorduras, ajudando a manter as taxas de colesterol equilibradas. Os cereais também são candidatos a alimentos funcionais pois melhoram o ritmo intestinal. Isso porque os cereais possuem fibras que não são absorvidas pelo nosso organismo e ficam responsáveis por formar o bolo fecal. Muitos casos de prisão de ventre crônica são causados pela falta de fibras.
Por se tratar de um carboidrato, é comum ver pessoas com preconceito por este tipo de alimento, achando que ele engorda. Pura desinformação. "O carboidrato é um alimento maravilhoso, fonte de energia para vivermos, mas é muito mal interpretado, principalmente por causa dessas dietas à base de proteína", critica a nutróloga e endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora clínica do CITEN, Centro Integrado de Terapia Nutricional. Segundo ela, o problema é o excesso de carboidratos refinados que ingerimos. "Nesses casos todas as vitaminas, minerais e fibras são retiradas, ficando apenas o carboidrato puro e simples", explica. Para a médica, o ideal é substituir o arroz branco pelo integral, por exemplo.
Cuidados
Mas nem tudo é maravilhoso. O excesso de cereais, isto é das fibras que neles contêm, também causam problemas como flatulência, irritabilidade intestinal e interfere na absorção de ferro e outros micronutrientes. De acordo com Ellen, um adulto normal deve consumir cerca de 25 gramas de fibra por dia. Um prato de salada cheio, por exemplo, fornece apenas 2% das nossas necessidades diárias. Uma dieta pobre também traz prejuízos à saúde. Além da constipação intestinal, a absorção de gordura aumenta e o colesterol pode subir.
O costume de comer as práticas barrinhas de cereais também é uma boa saída, segundo Ellen. Mas ela alerta: nada de substituir as refeições por ela. Como forma de lanchinho matinal ou da tarde elas são perfeitas.
Na raiz da questão
A palavra cereal deriva de Ceres, que, na raiz indo-européia, significa crescer. Na mitologia romana, Ceres é a deusa da agricultura, das plantas que brotam, dos grãos e do amor da mãe pelos filhos. O culto a essa deusa, que equivale na mitologia grega a Deméter, foi introduzido em Roma para acabar com a fome. Por isso é um bom alimento, inclusive para as crianças. Uma boa forma de fazê-las consumir os cereais é misturando os grãos com as outras comidas. "Ao fazer um hambúrguer, coloque um pouco de aveia na mistura", exemplifica Ellen.
Mas, tanto para os pequenos quanto para os adultos, é preciso balancear. "Não dá para comer um pão e uma tigela de cereal, ou purê de batatas com arroz. Todos são carboidratos e em excesso engordam mesmo", alerta a nutróloga.