quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A receita da felicidade

Cada um tem sua fórmula pessoal para ser feliz, mas, depois de conversar com centenas de voluntários, pesquisadores norte-americanos das universidades de Michigan e Pensilvânia apontaram pontos em comum na atitude de quem se diz realizado. Inspire-se e copie.

 
Entregue-se em tudo.

A sensação de estar inteira e dando o seu melhor nas coisas que se compromete a fazer é gratificante por si só, independentemente do resultado alcançado, e coloca você em contato consigo mesma. "Além disso, deixar-se absorver pelas atividades realizadas é um modo de tirar o pensamento das emoções negativas", fala a psicanalista Dorli Kamkhagi, do Instituto de Psiquiatria da USP.

Tire o foco da dor.


"Quando você procura ver o lado positivo e obter prazer e aprendizado do que acontece ao seu redor, as frustrações e os imprevistos perdem importância", diz a psicanalista.

Faça o bem.
Além de exercitar o altruísmo, alimenta o autoconhecimento e a descoberta de virtudes em você mesma. "Ao olhar as necessidades do outro com sensibilidade, ampliamos nossa visão de mundo e crescemos", comenta Dorli.

 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Estilo de vida pode fazer pessoas sentirem mais ou menos dor, aponta estudo

Pesquisadores do King's College London constataram que a sensibilidade à dor pode variar segundo o estilo de vida e ambiente em que uma pessoa está inserida. O estudo é o primeiro a descobrir que a sensibilidade à dor, que antes se pensava ser relativamente inflexível, pode ser alterada como resultado de genes os quais são ativados ou desativados pelo estilo de vida do indivíduo e os fatores ambientais. Este processo é chamado de epigenética, e altera quimicamente a expressão dos genes. A investigação possui implicações importantes para a compreensão da sensibilidade à dor e poderia conduzir a novos tratamentos.
Gêmeos idênticos compartilham 100% dos seus genes, enquanto que os gêmeos não-idênticos dividem, em média, apenas metade dos genes que variam entre as pessoas. Portanto, qualquer diferença entre gêmeos idênticos deve ser devido ao ambiente em que estão inseridos ou mudanças epigenéticas que afetam a função dos genes. Isso os tornou participantes ideais para um estudo desta natureza.
Para identificar os níveis de sensibilidade à dor, os cientistas testaram 25 duplas de gêmeos idênticos utilizando uma sonda de calor no braço. Os voluntários foram convidados a pressionar um botão quando o calor se tornasse doloroso, o que permitiu a determinação dos seus limiares de dor. Usando seqüenciamento de DNA, foram examinadas mais de cinco milhões de marcas epigenéticas em todo o genoma e os comparou com outros 50 indivíduos sem parentesco para confirmar seus resultados.
A equipe identificou grandes variações entre as pessoas e observou modificações químicas em nove genes envolvidos na sensibilidade à dor que eram diferentes em um dos gêmeos, mas não em seu irmão idêntico.As alterações químicas foram mais significativas dentro de um gene sensível à dor conhecido como TRPA1, o qual já é um alvo terapêutico para o desenvolvimento de analgésicos.
Esta é a primeira vez que o TRPA1 mostrou capacidade de ser ativado e desativado epigeneticamente, e desvendar como isso acontece pode ter implicações importantes para combater o alívio da dor. É consenso que as pessoas que são mais sensíveis à dor são mais propensos a continuar a desenvolver dor crônica ao longo da vida.
— A possibilidade de regular epigeneticamente o comportamento de TRPA1 e outros genes envolvidos na sensibilidade a dor é um grande incentivo e pode levar a um tratamento de alívio da dor mais eficaz para pacientes que sofrem de dor crônica — afirma a responsável pelos testes, Dra. Jordana Bell.
— Funciona como um interruptor para a expressão do genes. Este importante estudo mostra como gêmeos idênticos, quando combinados com a mais recente tecnologia de olhar para milhões de sinais epigenéticos, podem ajudar a encontrar as pequenas chaves químicas contidas nos nossos genes que fazem com que cada um de nós sejamos únicos e, neste caso, responder à dor de forma diferente — acrescenta o professor de Epidemiologia Genética da instituição, Tim Spector.

Estilo de vida pode fazer pessoas sentirem mais ou menos dor, aponta estudo Stock.xchng/stock.xchng

sábado, 4 de janeiro de 2014

Obesidade quadruplica em países em desenvolvimento

O número de adultos acima do peso ideal ou obesos nos países em desenvolvimento quase quadruplicou desde 1980, diz um relatório divulgado hoje na Grã Bretanha.
De acordo com o estudo, quase um bilhão de pessoas vivendo nesses países - nações como China, Índia, Indonésia, Egito e Brasil - estão acima do peso.

O relatório prevê um "enorme aumento" em casos de ataques cardíacos, derrames e diabetes à medida que os hábitos alimentares no mundo em desenvolvimento se aproximam dos padrões de países desenvolvidos, com mais consumo de açúcar, gordura animal e alimentos industrializados na dieta.

O estudo, feito pelo Overseas Development Institute, um dos principais centros de estudo sobre desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha, comparou dados de 1980 com dados de 2008, e verificou que na América Latina, por exemplo, o percentual de pessoas acima do peso recomendado era de 30% em 1980 e de quase 60% 18 anos depois.

Obesidade globalizada
Globalmente, o percentual de adultos que apresentavam sobrepeso ou obesidade - que têm um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25 - cresceu de 23% para 34% entre 1980 e 2008. Em números absolutos, isso representa um crescimento de 250 milhões de pessoas em 1980 para 904 milhões em 2008.

A maior parte deste aumento foi visto no mundo em desenvolvimento, especialmente nos países onde os rendimentos da população cresceram, como o Egito e México.

O relatório do ODI diz que a composição das dietas nestes países mudou de cereais e grãos para o consumo de mais gorduras, açúcar, óleos e produtos de origem animal.

Isso se compara a 557 milhões em países de alta renda. No mesmo período, a população mundial quase dobrou.

Ao mesmo tempo, no entanto, a subnutrição é ainda reconhecida como um problema para centenas de milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento, particularmente as crianças.

As regiões do Norte da África, Oriente Médio e América Latina apresentaram grandes aumentos nas taxas de sobrepeso e obesidade, para cerca de 58% da população geral, um nível em pé de igualdade com a Europa.

Enquanto a América do Norte ainda tem o maior percentual de adultos com excesso de peso, 70%, regiões como a Austrália e sul da América Latina não ficam muito atrás, com 63%.

O maior crescimento em pessoas com sobrepeso ocorreu no sul da Ásia oriental, onde a percentagem triplicou a partir de um ponto de partida mais baixo, de 7%, para 22%.

Entre os países, o relatório descobriu que a taxa de sobrepeso e obesidade quase dobrou na China e no México, e aumentou em um terço na África do Sul desde 1980.

Muitos países do Oriente Médio também registraram um alto percentual de adultos com excesso de peso.

'Publicidade, influências da mídia'
Um dos autores do relatório, Steve Wiggins, apontou para várias razões explicando os aumentos.

"Com renda mais alta, as pessoas têm a possibilidade de escolher o alimento que eles querem. Mudanças no estilo de vida, o aumento da disponibilidade de alimentos processados, publicidade, influências da mídia... tudo isso levou a mudanças na dieta", adverte.

Wiggins vê o fenômeno especialmente em economias emergentes, onde uma maior classe média vive em centros urbanos e faz pouco exercício físico.

O resultado, diz ele, é "uma explosão de sobrepeso e obesidade nos últimos 30 anos", o que poderia levar a sérias implicações para a saúde.

O estudo cita países que conseguiram evitar aumentos da obesidade graças à valorização de dietas tradicionais à base de cereais e vegetais, como Peru e Coreia do Sul.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Especialista dá dicas para o uso do absorvente interno

O absorvente interno pode ser uma boa opção para as mulheres que querem aproveitar a praia ou a piscina mesmo durante os incômodos dias da menstruação. 

— Com esse tipo de absorvente, a mulher pode frequentar ambientes como praia e piscina durante o período menstrual. A desvantagem é que eles devem ser trocados em um período, em geral, mais curto que o absorvente externo — explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli.

O absorvente interno é feito de algodão e pode ser encontrado em três tamanhos: mini, normal e grande, cada um deles para um tipo de fluxo. Para usar o absorvente interno é preciso tomar alguns cuidados básicos. 

— É normal ter dificuldade de colocá-lo nas primeiras vezes, o ideal é que o absorvente fique no final do canal vaginal onde não há mais terminações sensitivas e por isso ele não incomoda e muito menos dói — afirma a ginecologista.

Algumas meninas colocam o absorvente e ficam sentindo um desconforto. Isso só ocorrre quando o absorvente não foi colocado da maneira correta. 

— A melhor posição para colocar o absorvente interno é em pé, com uma das pernas ligeiramente flexionada. Apoie o pé em cima do vaso sanitário e introduza o tampão devagar, usando o dedo ou o aplicador — ensina a médica.

De quanto em quanto tempo tem que trocar o absorvente?

O ideal é fazer a troca em média, a cada quatro horas, independente se o absorvente for interno ou externo. Se passar de seis horas, o local ficará propenso a bactérias e fungos, causando infecção. 

— Se a mulher mantiver os cuidados básicos com o absorvente e fizer a troca a cada quatro horas, seu uso não traz nenhum problema — esclarece a médica.

Mulheres com fluxo menstrual mais intenso devem fazer a troca num período mais curto. Além disso, se o tempo de troca for respeitado e o tamanho do absorvente estiver de acordo com o fluxo, não corre o risco de ter vazamentos. Para se sentir mais segura, antes de usar um absorvente interno consulte o seu ginecologista. 

Especialista dá dicas para o uso do absorvente interno Olga Khoroshunova/Deposith Photos

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Tirar na hora "H" pode resultar em gravidez indesejada

Você costuma usar o chamado coito interrompido (ou seja, tirar o pênis na hora 'H') para poder transar sem camisinha sem o risco de engravidar? Pois saiba que a prática é, sim, arriscada.

Durante a penetração, é comum sair do pênis um líquido composto por uma série de secreções do trato reprodutivo masculino, que garante a lubrificação na hora do sexo. Se o sujeito ejaculou um pouco antes da relação, alguns espermatozoides podem ter ficado no canal da uretra e, na nova ejaculação, são levados para dentro da vagina.  "O risco de gravidez é muito pequeno, mas existe", ressalta Jairo.

O médico lembra, também, que o simples contato entre mucosas e a troca de secreções podem levar à transmissão de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), mesmo que não haja ejaculação. Por isso é importante usar a camisinha desde o início, e não só na hora 'H'.

Em outra pergunta enviada ao colunista, um internauta de 62 conta que nos últimos seis meses perdeu o interesse sexual, sendo que sempre fora bastante ativo. Jairo explica que, após os 50 ou 60 anos, é comum haver uma queda nos níveis do hormônio testosterona, o que pode resultar em perda de libido. Além disso, depressão, estresse e problemas de relacionamento também podem interferir no interesse sexual.

A terceira pergunta respondida neste programa é sobre afrodisíacos. Um internauta quer saber que tipo de alimento é capaz de aumentar a libido. Infelizmente, várias pesquisas foram feitas e até hoje nenhum efeito foi comprovado em relação a itens como amendoim, catuaba e guaraná, entre outros.
 
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Thor não fez mas você pode fazer: congele seu sêmen

Há pouco tempo circulou a notícia de que Thor Batista, filho do bilionário Eike Batista, havia feito uma vasectomia e congelado seu sêmen. Parece que não era verdade, mas o pior é que é uma boa ideia.

No caso de Thor, a vantagem óbvia é econômica: evitar levar um golpe da barriga.
Imaginem quanto não vale ser a mãe do neto do Eike Batista? Mesmo assim, ainda fiquei pensando: com um sêmen tão valioso, seria tentador para as funcionárias do banco de esperma simplesmente venderem amostras por aí. O pobre (sic) Thor poderia acabar tendo que dividir seu patrimônio com filhos legítimos, de DNA comprovadamente seu, de mães que ele nunca nem viu!

Entretanto, mesmo para nós, pobres mortais, existem outras vantagens.

Um estudo que acabou de ser divulgado na revista Nature indica que, quanto mais velho o pai, mais mutações genéticas potencialmente danosas ele passa ao filho. A maioria dessas mutações é inofensiva, mas muitas podem levar a doenças como autismo e esquizofrenia. (Estudos anteriores já correlacionavam diretamente uma maior idade do pai à maiores incidências de autismo.)

Sendo assim, já tem muita gente (como Laura Helmuth, colunista da Slate) aconselhando jovens homens a congelar seu sêmen e fazer uma vasectomia.

E ela ainda acrescenta: as mulheres vão amar. Você vai parecer esperto, responsável, um cara que pensa lá na frente. Além disso, mostra que você é uma pessoa sensível, que acha que os homens também tem sua parcela de responsabilidade sobre a gravidez. Vai poder transar à vontade, sem precisar de preocupar com anticoncepcionais e, quando e se decidir ter filhos, vai gerar bebês com o melhor material genético possível – algo que as mulheres também vão achar sexy.

Enfim, homens, mulheres, crianças e a humanidade em geral só têm a ganhar.

Você encara?